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16/03/2017

Moody’s altera perspectiva do Brasil de negativa para estável

Autor: EXAME.com

A agência de classificação de risco Moody’s alterou hoje de negativa para estável a perspectiva da nota dos títulos de dívida do Brasil.  

Entre os fatores para a decisão, são citados “sinais de que o funcionamento da estrutura de políticas econômicas está melhorando e de que as instituições estão recuperando sua solidez”, o que permite a implementação das reformas fiscais.  

A agência cita o teto de gastos públicos com correção pela inflação, já em vigor para os próximos 20 anos, e espera a aprovação de uma reforma da Previdência no segundo semestre.  

Ainda assim, a previsão é que a relação dívida/PIB do Brasil vá de 70% do PIB no final de 2016 para cerca de 80% em 2019.   Isso acontece porque “a recuperação econômica tímida e gradual pressiona as receitas do governo, contribuindo para déficits mais elevados”.  

Outro fator que pesou na decisão de rever a perspectiva foi a recente estabilização das condições macroeconômicas.  

A Moody’s cita sinais de recuperação da atividade e inflação em queda com previsão de fechar o ano já na meta de 4,5% definida pelo Banco Central.  

A projeção da agência é que o crescimento do país fique entre 0,5% e 1% em 2017 e em 1,5% em 2018, se estabilizando na faixa entre 2% e 3% nos anos seguintes.  

Outro fator citado foi que “os riscos de passivos contingentes relacionados ao apoio financeiro à Petrobras diminuíram, reduzindo em consequência os riscos de deterioração, enquanto o custo fiscal do alívio da dívida concedido aos governos estaduais permanece limitado.”  

O Ministério da Fazenda enviou nota afirmando que a reavaliação “é um reconhecimento importante dos recentes esforços na recuperação fiscal e destaca os benefícios a serem alcançados com a efetivação das reformas.”  

O Brasil perdeu o grau de investimento pela Moody’s em fevereiro de 2016, quando sua nota caiu dois degraus de uma vez e ainda foi colocada em perspectiva negativa.  

Isso sinalizava a possibilidade de mais um rebaixamento, que acabou não acontecendo e agora foi descartado. Já a volta do grau de investimento, se vier, ainda deve demorar.


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