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17/03/2017

Governo arrecada R$ 3,72 bilhões com leilão de aeroportos

Grupos estrangeiros assumem concessões

Autor: G1

Três grupos estrangeiros vão assumir as concessões dos quatro aeroportos leiloados na última quinta-feira (16). O governo arrecadou R$ 3,72 bilhões com a concessão dos terminais de Porto Alegre, Salvador, Fortaleza e Florianópolis.  

O investimento mínimo projetado para os quatro aeroportos juntos é de R$ 6,61 bilhões durante o prazo de concessão, que será de 30 anos (prorrogável por mais 5) , com exceção do aeroporto de Porto Alegre, cujo prazo é de 25 anos (prorrogável por mais 5).  

A disputa foi marcada pela participação exclusiva de grupos estrangeiros, que já administram grandes aeroportos no mundo. Nos leilões anteriores, as construtoras brasileiras foram as protagonistas e levaram os contratos. Os administradores de aeroportos estrangeiros tinham parcelas minoritárias - Guarulhos, por exemplo, foi vendido para um consórcio com 90% de participação da Invepar e apenas 10% da ACSA e Viracopos era liderado pela UTC e Triunfo e a administradora tinha 10% de participação.  

Veja quem foram os vencedores da 4ª rodada de leilões de aeroportos:  

Fraport
 

A operadora alemã Fraport venceu a disputa pelos aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre. Ela administra aeroportos em todos os continentes: cinco na Europa - sendo um deles o de Frankfurt, um dos mais modernos do mundo -, cinco na Ásia, dois na África e um na América Latina. Eles registram tráfego anual de mais de 99 milhões de passageiros.  

Em 2013, a empresa disse que considerava adquirir participações em diversos aeroportos, inclusive terminais no Brasil, mas não conseguiu arrematar a concessão de nenhum aeroporto brasileiro no leilão feito no final daquele ano.  

Zürich
 

A Flughafen Zürich AG arrematou o aeroporto de Florianópolis. A empresa administra o maior aeroporto da Suíça, em Zurique, e registra circulação de 25 milhões de passageiros por ano, com quase 270 mil voos ao ano e 400 mil toneladas de carga transportada. Em 2012, disputou com o grupo CCR a concessão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, mas não levou nenhum projeto.  

Em 2013, o aeroporto de Confins foi arrematado por um consórcio formado pelas empresas Companhia de Participações em Concessões CPC, que é controlada pela CCR (75%), Zurich Airport International AG (24%) e Munich Airport International Beteiligungs GMBH (1%).  

Vinci
 

Um dos maiores grupos de construção e concessões da Europa, o francês Vinci foi o vencedor do leilão do aeroporto de Salvador. A operadora chegou a avaliar a aquisição da fatia da OAS na Invepar, dona da concessão. O grupo vem buscando oportunidades para crescer em concessões de aeroportos no Brasil e na Indonésia.  

O grupo já está presente no Brasil há pouco mais de dois anos por meio do braço de energia - a Vinci Energies, baseada no Rio de Janeiro. A filial opera com as marcas Omexom (que atua na área soluções para geração, transmissão, transformação e distribuição de energia) e Actemium (de soluções para o mercado industrial e de infraestrutura). As empresas atuam nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.

A companhia, que opera atualmente 35 aeroportos no mundo, também está de olho em oportunidades na Indonésia e na Índia, onde vai enviar nas próximas semanas uma oferta para a construção de novo aeroporto de Mumbai.  

A Vinci tem avançado em concessões de mercados de expansão mais acelerada e mais lucrativos, como aeroportos e rodovias fora da França, bem como em acordos de engenharia em energia, como forma de responder à fraqueza do mercado doméstico.


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