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09/05/2017

Fusão na China deve criar líder dos químicos com receita de US$ 100 bi

Autor: Folha de S. Paulo

A ChemChina e a Sinochem planejam se fundir no ano que vem, criando o maior grupo químico mundial, com receita de US$ 100 bilhões anuais, de acordo com pessoas com conhecimento do negócio.  

A fusão se seguiria à aquisição do grupo suíço de agroquímicos Syngenta, aprovada por 80% dos acionistas da companhia suíça na sexta (5), numa transação de US$ 43 bilhões surgida em meio à consolidação mais ampla do setor mundial de agroquímicos.  

Com 1,4 bilhão de habitantes para alimentar, a China está ávida por ganhar controle sobre a tecnologia de sementes, herbicidas e pesticidas, apesar da forte oposição às safras geneticamente modificadas, dentro do país.  

A fusão teria motivações políticas, e o objetivo seria garantir que a ChemChina, altamente endividada, tenha a força financeira necessária para absorver a Syngenta —a maior maior aquisição internacional da China.  

Os dois grupos e seus presidentes-executivos negaram repetidamente planos para combinar as empresas, no passado, e não se pronunciaram sobre esta reportagem.  

Mesmo assim, financistas importantes e próximos dos dois grupos e de seus líderes disseram que a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos, o órgão estatal que controla as duas empresas, planeja combiná-las.  

Líderes de bancos comerciais e de investimento asiáticos disseram que em breve começarão a disputar contratos com o grupo combinado. Funcionários de escalões mais baixos das duas empresas disseram estar se preparando para uma fusão ou que já estão procurando emprego, diante da perspectiva de uma consolidação.  

A condução da aquisição da Syngenta pela liderança da ChemChina foi reprovada pela liderança política da China, dizem pessoas informadas sobre o assunto.  
Embora a natureza estratégica se enquadre aos esforços chineses para adquirir tecnologia estrangeira e melhorar o rendimento da agricultura do país, o presidente do conselho da ChemChina, Ren Jianxin, fez inimigos ao iniciar a transação sem aprovação plena das mais importantes autoridades chinesas.  

CULTURAS DIFERENTES
 

A fusão envolveria combinar duas culturas empresariais radicalmente diferentes. Fundada como companhia de trading durante o embargo comercial americano contra a China nos anos 1950, a Sinochem é hoje uma estatal lenta, que toma decisões por consenso e controla diversas divisões de negócios não muito integradas.  

Em contraste, a China-Chem não se comporta como estatal e opera há 30 anos como uma empresa privada agressiva, sob o comando de Ren.


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