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07/06/2017

OCDE vê expansão do Brasil em 2017 e maior crescimento global desde 2011

Autor: Folha de S. Paulo

A economia global está a caminho de registrar neste ano a expansão mais forte em seis anos com o comércio ajudando a compensar o cenário mais fraco nos Estados Unidos, de acordo com projeção da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgada nesta quarta-feira (7).  

A organização ainda passou a ver crescimento do PIB do Brasil em 2017, ante expectativa anterior de estabilidade.  

A revisão da projeção vai na contramão do Banco Mundial, que cortou em 0,2 ponto percentual sua estimativa de expansão da economia brasileira neste ano, que caiu para 0,3%.  

A economia global deve crescer 3,5% este ano e 3,6% em 2018, de acordo com estimativas da OCDE, ao atualizar suas projeções feitas em seu relatório cenário econômico.  

Essa estimativa para 2017 representa não apenas uma ligeira melhora na comparação com a projeção feita em março, de crescimento de 3,3%, mas também seria o melhor desempenho desde 2011.  

Para o Brasil, a OCDE passou a ver um crescimento de 0,7% este ano depois de projetar estabilidade anteriormente, e também melhorou a perspectiva para o ano que vem em 0,1 ponto percentual, para 1,6%.  

Mas apesar do cenário global melhor, o crescimento ficará abaixo das taxas vistas antes da crise financeira de 2008-2009, destacou o secretário geral da OCDE, Angel Gurría.  

"Tudo é relativo. O que eu não gostaria que fizéssemos é comemorar o fato de que de que estamos passando de muito ruim para fraco", disse Gurría em entrevista.  

"Não significa que temos que nos acostumar com isso ou viver com isso. Temos que continuar nos empenhando para fazer melhor", acrescentou.  

Embora a recuperação do comércio e dos fluxos de investimento sustente a melhora do cenário econômico, Gurría disse que barreiras na forma de protecionismo e regulações precisam ser suspensas para garantir uma expansão mais forte.  

A melhora também não será suficiente para satisfazer as expectativas das pessoas de padrões de vida mais altos, e nem para reduzir a desigualdade de renda, disse ele.  

A OCDE vê crescimento global mesmo tendo reduzido suas estimativas para os Estados Unidos, ainda que o dólar mais fraco tenha ampliado as exportações e os cortes de impostos sustentem os gastos das famílias e o investimento empresarial.  

A organização projeta crescimento dos EUA de 2,1% este ano e de 2,4% no próximo, contra estimativas em março de 2,4% e 2,8%, respectivamente.  

A economista-chefe da OCDE, Catherine Mann, atribuiu essa redução a atrasos no avanço pela administração Trump dos cortes tributários planejados e nos gastos com infraestrutura.   O cenário mais fraco para os EUA foi compensado por perspectivas ligeiramente melhores para a zona do euro, Japão e China.


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