Cases / “Eucalipto: Realidade Energética de Alagoas”

31/07/2015

“Eucalipto: Realidade Energética de Alagoas”

Estudo Setorial

Autor: LOG Estratégia, Desenvolvimento e Gestão

O debate acerca do impacto do uso de energias não renováveis, tanto para o meio ambiente, quanto na eficiência do abastecimento para os usuários, teve início há cerca de 30 anos, quando as questões climáticas começaram a ser abordadas pela comunidade científica. No entanto, o assunto entrou na agenda política internacional de forma mais expressiva a partir da conferência “Rio 92”, em que todo o mundo se reuniu na capital fluminense para discutir os rumos e as normas que envolviam o meio ambiente como aspecto de interesse global.

Hoje, além da questão ambiental, a diversificação com eficiência energética é uma urgência também em termos de assegurar o desenvolvimento socioeconômico. Nesse contexto, o Brasil figura entre os países com maior participação de fontes renováveis de energia como um todo, se considerarmos a energia hidráulica como fonte renovável. Porém, a concentração na hidroelétrica é preocupante, visto a sua vulnerabilidade ambiental e climática.

Desde 2013, o país vem passando por uma das maiores crises de reservas hídricas, e, consequentemente, corre risco de racionamento de água e energia elétrica. Como grande parte das usinas hidroelétricas brasileiras funcionam a fio d’água, ou seja, sem reservatório, a crise é acentuada.

Outro fator que agrava a crise é o ritmo de crescimento do consumo de energia elétrica, representando um gargalo infraestrutural para o desenvolvimento e para a competitividade econômica do país.

Desta forma, o baixo nível dos reservatórios de água e o constante aumento do consumo de energia elétrica tem desencadeado o crescimento da geração das usinas térmicas, fonte complementar à produção das hidrelétricas, contudo, substancialmente mais caras e poluentes.

Especialistas estimam que é necessário aumentar em 120% a capacidade de geração de energia elétrica. Portanto, há uma demanda reprimida de investimentos em geração de energia de base, com suporte das gerações complementares.

Dentre as estruturas produtoras, defende-se as termoelétricas com base em florestas energéticas, alternativa mais adequada aos princípios de desenvolvimento socioambiental, com destaque para o eucalipto.

O eucalipto como fonte de energia tem sido apoiado e pesquisado em diferentes instituições ao redor do mundo. Ainda em 2013 a União Europeia passou a incentivar um projeto que objetiva analisar os benefícios do eucalipto na produção de energia, assim como a sua superioridade em relação às outras fontes em aspectos ambientais como redução da emissão de gás carbônico, possibilitando o Crédito de Carbono, tanto pelo seu plantio, quanto pela reduzida emissão de CO2 na produção energética.

Portanto, o cultivo do eucalipto como fonte energética é uma estratégia de cunho estadual, regional e nacional, devendo ser incluída na definição das políticas, diretrizes e no planejamento energético do país. Estima-se que o Brasil tenha a metade da produção mundial de eucalipto. De modo particular, em Alagoas, a eucaliptocultura vem sendo implantada há seis anos e o Estado demonstra grande potencial para ser um excelente produtor e desenvolvedor de tecnologia voltada à geração elétrica.

Diante desse cenário, foi desenvolvido o estudo Eucalipto: Realidade Energética em Alagoas, com o objetivo sinalizar a viabilidade econômica e social da implantação de unidade de geração de energia elétrica através da biomassa do eucalipto no Estado.

Como resultado, verifica-se um grande potencial e impacto social através do efeito multiplicador da geração de emprego e renda nas regiões de declínio do agronegócio canavieiro. A termoelétrica a base de eucalipto proporciona a Alagoas oportunidade de diversificação produtiva, otimização de áreas em depressão econômica e destaque no cenário nacional na geração de energia renovável, com significativo impacto na matriz energética e na geração distribuída.








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